domingo, 29 de setembro de 2013

É que eu queria me enjoar de você.


Lembra que no primeiro toque
Deu choque
Lembra que você mudou de cor
Queria me enjoar de você
Do doce do seu beijinho
Do cheiro, do jeito, da fauna e da flora
Lembra dos dias azuis
Que luz!
Lembra seu corpo junto do meu
Queria me enjoar de você
Mas não consigo
O jeito é deixar doer pra ver se sara
Eu não vou fazer mais nada
Nem vou me lembrar de te esquecer
Voltando da sua casa ontem
Reparei que eu tinha ficado lá
Queria me enjoar de você
Do doce do seu beijinho
Do cheiro, do jeito, da fauna e da flora


http://www.youtube.com/watch?v=GAJiphRVyhw

terça-feira, 24 de setembro de 2013

9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.


Costumo dizer que sou uma feminista em construção. Se o machismo que existe em nós é uma construção socio-cultural, a desconstrução disso deve ser algo construído cuidadosamente. Eu sinto que todo dia tenho que trabalhar as veias do feminismo em mim, tenho que arrancar o machismo como uma erva daninha, pela raiz. Mas essa tarefa é árdua, o machismo tem muitas raízes enfiadas na gente e eu estou arrancando-as cotidianamente. 

Entre os dias 25 e 31 de agosto desse ano, pude participar de um dos maiores encontros feministas do mundo. Foi totalmente fascinante viver junto de todas aquelas mulheres, de todas as cores e lugares. Magnifico. Conheci vertentes do feminismo que eu nem imaginava que existiam dentro da luta das mulheres. Encontrei gente que já viveu de um tudo nas sua histórias. Mulheres que lutam com toda a sua estrutura pra combater a opressão. Vi mulheres lindas, livres.

Euzinha na batucada feminista.

Como o intuito do meu blog é guardar as coisas que vão acontecendo pela minha vida, é impossível que esse encontro não seja registrado aqui, pois ele certamente mudou meu modo de enxergar a minha militância e logo a minha vida. Há aproximadamente um ano tenho caminhado pelos rumos do feminismo. Tudo que leio, vejo, ouço, sinto, imagino é influenciado por ele. Não tem como ser uma mulher que vive a opressão do sistema capitalista patriarcal sem se por contra ele, e eu me ponho. 
Caminhar ao lado daquelas fortalezas em forma de mulheres me fez uma mulher mais forte. Entender que o sistema nos dita regras diárias de como ser e agir, me fez me ver mais livre e mais bonita. Ter certeza que sou livre pra amar quem eu quiser, me fez amar quem eu queria e como eu queria. 
O Encontro da Marcha Mundial das Mulheres acelerou muito a minha construção enquanto feminista e eu só tenho a agradecer as minhas companheiras de luta, de vida, de dor, de força. Tenho que ama-las e lutar para que todas nós sejamos livres de toda a opressão capitalista e machista que invadem nossos corpos e nossas vidas.


Obrigada por já lutarem antes de mim, obrigada por continuarem lutando, obrigada por lutarem comigo, por mim, por nós, por todas. 

"Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!"